O artista que interpretou o Universo

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Olá, amigos leitores, amantes das artes. Como já disse, para mim, tudo é arte. Pensando assim, convido-os a mais uma viagem, com um dos meus ídolos que, como muitos outros, em uma linhagem que acompanha a humanidade desde que o homem olhou para o céu e pensou, foi o artista que interpretou o Universo.

1900, Zurique, Suíça. O jovem Albert estava longe de ser considerado um gênio. Com 21 anos, faltava aulas e não era respeitado pelos professores. Trabalhava como professor substituto e não era bom. Se achava um fracasso. Tanto que, cerca vez, escreveu uma carta para sua família, dizendo que melhor seria nem ter nascido. Seu pai morreu achando-o uma desgraça total. Albert até pensou em largar a vida de físico e ser vendedor de seguros. Em 1902, ele vai para Berna, capital da Suíça, onde começa a trabalhar em um escritório de patentes, analisando os pedidos. Isso te rendeu um aperfeiçoamento na sua capacidade de síntese, que o ajudaria muito em seu dom natural e magnífico, fazer cálculos e pensar sobre o Universo. Os números passavam em sua cabeça como um pintor visualiza um quadro e o lápis e o papel concretizavam sua inspiração como um compositor que escreve uma música, ou a poesia do poeta. Dessa forma, ele escrevia os seus artigos científicos. Não demoraria para ele produzir as ideias que revolucionariam a ciência, a física, a astronomia e toda a história do pensamento humano.

universo

Em 1905, considerado o “Ano do milagre de Einstein”, Albert escreve quatro artigos revolucionários. O primeiro deles, sobre o efeito fotoelétrico que respondia a pergunta: o que é a luz? Mostrava que a luz vinha de uma partícula chamada fóton. Este artigo lhe daria o Nobel de Física, mas só em 1921. Outro artigo revelava a existência do átomo, calculando, inclusive, o seu tamanho. Depois veio uma das mais famosas equações de todos os tempos: E=MC². Essa equação mistura, de uma forma simples e reveladora que a matéria se transforma em energia e vice-versa. É, amigos, aquela história de que somos feito de energia é pura verdade, comprovada, matematicamente, cientificamente. Juntando essas três teorias, vamos entender que a menor partícula de todas as coisas não tem “peso” (massa), é tudo energia! Só esses três artigos já seria suficiente para o chamarmos de gênio mas… O mais extraordinário estaria por vir!

artigo einstein relatividade

Mesmo sendo o “Ano do milagre de Einstein”, em 1905, Albert era um total desconhecido funcionário de um escritório de patentes. De repente, andando de ônibus, Einstein teve uma revelação. Olhando para a torre do relógio de Berna, ele imaginou: “O que aconteceria se o ônibus estivesse viajando perto da velocidade da luz?” “Ao alcançar a velocidade da luz, o relógio parecia estar parado”, pensou. E escreveu mais tarde: “Minha cabeça ferveu! De repente, tudo começou a tomar forma!”

Nascia a Teoria da Relatividade.

Primeiro foi a Teoria Especial da Relatividade. Depois de reformulada, viraria a Teoria Geral da Relatividade e, para prová-la, Albert precisava de um eclipse. Inúmeros físicos e astrônomos se envolveram para comprovar ou derrubar essa teoria.1914, primeiro eclipse, na Rússia. A 1ª Guerra Mundial e a chuva atrapalharam. 1918, segundo eclipse, EUA. Novamente as condições do tempo e sem os equipamentos certos, destruídos na primeira tentativa, as fotos tiradas pelo astrônomo Willian Campbell não puderam comprovar com precisão. Em 1919, na África, as fotos tiradas pelo astrofísico Arthur Eddington comprovaram sua teoria. Albert passa a ser o famoso cientista Einstein.

Poucos entendem o seu trabalho mas quase o mundo todo conhece o físico da foto com os cabelos despenteados e olhar distante. Alemão, renegando a sua cidadania, Einstein tocava violino e acreditava que a música de Mozart capturava as harmonias do Universo. Era capaz de se concentrar por horas, dias e, do seu quarto, com um lápis e um papel, Revolucionou a ciência. Seu sonho era conhecer as ideias de Deus, de forma matemática. Repudiou totalmente a guerra. Conseguiu unir, com suas ideias, pensadores do mundo inteiro, mostrando que a ciência, como a arte, é capaz de unir pessoas, mesmo quando a guerra consegue atrasar a evolução humana.

Ele era (é) um artista, não acham? Resumir a história desse gênio é impossível. Mas pessoas assim, histórias como essa devem ser sempre lembradas. São inspirações que nos ajudam a mover o mundo.

Abração a todos, muita música e até a próxima semana.

Email: luizinho@diretodacidade.com.br

5 COMENTÁRIOS

  1. Obrigado, meus amigos! Feliz por terem gostado! Realmente, sou muito fã dele e adoraria ver mais e mais pessoas tendo conhecimento desse ser humano diferenciado que fez história…

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