De tudo que é público, o corpo de uma mulher, não!

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Definição: Inaceitável, incomum, injustificável: Assédio.

Não adianta. Mesmo com previsão no artigo 216 A do Código Penal, manifestações, injuria e retaliação ainda é regular relatos de assédio contra mulheres e o pior: a sociedade julga comuns atos que além de constrangimento trazem danos irreparáveis a vitima.

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Campanhas são levantadas quase sempre, principalmente quando uma pratica ganha proporção na mídia, mas além de dezenas de mulheres que mantém casos no anonimato, devemos ressaltar que de nada adianta uma campanha se a manutenção da mesma não é garantida, quando, por exemplo, “um criminoso é liberado” porque diante os olhos de um homem não existe “constrangimento tampouco violência ou grave ameaça”. Incentivam as vitimas a denunciar, investem em peças publicitárias e a justiça libera. De que adianta? A ação está condenada ao fracasso! Abuso é um problema social e cultural e deve ser combatido de maneira efetiva seja em qual ambiente for.

O país que nos demoniza por achar constrangedor ver uma mulher amamentar em público, que julga alguém pelo tamanho de suas vestes, que condena danças e justifica tais crimes como “Saiu com essa roupa, pediu pra ser estuprada/ dança assim é porque quer despertar o desejo / pediu pra ser estuprada” é o mesmo que tem operadores da Lei que não acham constrangedor uma mulher ter seu corpo invadido, quando um homem ejacula em alguém que estava apenas dormindo num transporte público. Entendam: Ninguém pede pra ter seu corpo possuído por estar andando a noite sozinha; ninguém acorda e decide por uma roupa acreditando que vai ser abusada sexualmente; não é normal esconder-se ou privar de ir a um estádio ou a praia, usar um transporte público, amamentar, dirigir-se a balada, fazer uma caminhada ou até mesmo frequentar academia porque existem homens por ai que acham justo violar o direito de ser, vestir, ir e vir de alguém. Não é uma cobrança sobre um ato especifico, é sobre o direito a vida; sobre não ser objeto sexual para ser usado para afirmação da virilidade e poder. É notória a gravidade do problema na simples frase “homem que estupra vai pra cadeia virar mulherzinha”. Não seja apenas um; seja mais um e faça a diferença, não trate com descaso ou normalidade e o mais importante: Não seja o agressor!

Para que fique bem claro que o corpo é “meu” e devo ser tratada com RESPEITO independentemente da situação, admirem com todo carinho e RESPEITO as mais belas e nada abusivas fotos de nossas queridas e lindas leitoras”.

Dandara Inairan
Dandara Inairan
Geciane Medeiros
Geciane Medeiros
Guid Monteiro
Guid Monteiro
Bruna Almeida
Bruna Almeida
Monique França
Monique França

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