Não precisamos de super-herói!

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Ao estudar o que eram, como se organizavam e a finalidade dos grupos também me atentei para fatores que contribuem para seu fortalecimento ou enfraquecimento.

Ainda na adolescência de tanto escutar recomendações sobre o livro “O príncipe” de Maquiavel, resolvi fazer a aquisição e leitura, pude compreender os bastidores do poder/governo e fiquei um tanto enojada ao conhecer as estratégias de governantes para se perpetuarem no poder ao mesmo tempo que se asseguravam de manter o povo na rédea curta.

O engraçado é que o povo não entende que é povo, pois está na base estrutural da sociedade, ou seja, é a parte mais importante ainda que não possua o devido reconhecimento. Guerreamos entre os iguais, pois nossos algozes volta e meia semeiam ideias de que somos “diferenciados” da maioria dos demais…ora! quem não deseja ser tratad@ como exclusiv@?ainda que disso dependa o massacre das pessoas ao seu redor? As ameaças externas são um dos tantos fatores que contribuem para a identificação entre os membros de um grupo, de modo a garantir a unicidade. Por exemplo, uma mesma dor compartilhada incitará uma mobilização em prol de sana-la.

O governante não é povo! Tenho dúvidas se algum dia o foi, já que é tão frequente o desconhecimento dos anseios, antes se torna apático, imóvel e vagaroso por caminhar rumo às resoluções, responsáveis por impactar diretamente na vida de um número esmagador de vidas.

Aproveito para fazer um clamor: Quer seja você simpatizante de ideologia direitista ou esquerdista não perca de vista sua condição socioeconômica e a dos seus!

Não infle o ego de usurpadores vampirescos que estão a todo tempo pronto em assumir a autoria de processos iniciados por outrem e assim alçarem o patamar de heróis sem terem gasto sequer uma gota de suor, ou uma hora de sono digerindo preocupações de modo a criar formas para solucionamento.

Desmascarando a máxima do salvador da pátria: não há quem se interesse de fato por problemáticas alheias, sem que isso não lhe renda algum estrelato, afinal de contas altruísmo está fora de moda há muito tempo, se é que algum dia já esteve…

Cumprir promessas de campanhas, assegurando a autonomia da população, condições dignas de acesso aos serviços públicos de saúde, educação, moradia e trabalho não é nenhum favor ou mérito para condecoração.

Nossa democracia recente ainda possui lacunas amplas, mas ainda assim sem sombra de dúvidas é o mais acertado regime político que se tem notícia…o que nos quebra é que deve caminhar de mãos dadas com a educação, e infelizmente casou-se com sistema econômico, foi aí que deu o nó!

Que tal arregaçar as mangas e partimos para as vias de fato? Porque super-homem só existe nas histórias de ficção.

Transferência de responsabilidades acarreta danos imensuráveis!

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