Psicologia Por que? pra quem? quando? como?

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A Psicologia é a ciência que se encarrega de observar, explicar e intervir diante dos comportamentos humanos logo, se faz notória sua influência à sociedade em geral, uma vez que esta é constituída essencialmente de indivíduos os quais são responsáveis por dirigir as instituições que compreendem o funcionamento social.

Sua presença no Brasil completa no próximo dia 27 apenas 55 anos de atuação, em sua origem contou com tempos sombrios, no qual o propósito era a contenção dos “instintos e docilização dos corpos”… essa ciência não fora pensada de modo a contemplar questões de outra ordem que não a orgânica e por isso o acirramento em temas de natureza individual.

Mas como a sociedade passa por transformações e, cabe aos estudiosos desenvolver teorias que possam dar conta das demandas originárias de tais movimentos, gradativamente foi adaptando olhares para conceber, compreender e intervir atribuindo as influências multifatoriais; incluir fenômenos antes desconhecidos e ou desconsiderados; além de mais grupos, porque até então era restrito à elite e seus interesses.

Pois é! A Psicologia só se encarregava de estudar temas referentes a população abastada que pudesse pagar pelas pesquisas e pelas horas de trabalho dos profissionais da área, os quais precisam estar continuamente estudando, pois há um dinamismo nas informações, dada a velocidade nas interações, relações e impactos destas sobre a vida dos sujeitos, os quais devem ser observados pelos profissionais para lhe assegurar eficácia no seu manejo profissional diariamente.

A Psicologia se interessa pela saúde mental, mas por não ser acessível e não contar com a explicitação de suas técnicas de intervenção e massificação de suas teorias, ainda é tida como uma caixa preta, acusada de manejar com o sobrenatural e tanto secretismos nos jogou em um lugar de ‘privilégio’, todavia o senso comum se incumbiu de dar uma sanção: atribuir falta de saúde mental aos usuários dos serviços de psicologia.

Em nome da desmitificação aproveito a oportunidade para lhes assegurar que trabalhamos inclusive com a prevenção. Quando se trata de saúde sempre sairá mais “barato e prazeroso” evitar que qualquer problema se desenvolva que tentar saná-lo, depois de já instalado.

Falar sobre saúde mental sempre rende, porque o sofrimento que não tem origem no corpo ou que não seja facilmente localizado e nomeado, dificilmente é notado aos primeiros sinais, daí a complexidade na escolha, desenvolvimento e aplicação da terapêutica mais adequada e garantia de sucesso.

Vivemos em um mundo pautado essencialmente na aparência, então falar do que não é visto e comprovado por mais de duas pessoas soa como conversa fiada, por isso suspeito das questões que sustentam a falta de reconhecimento e por conseguinte remuneração digna aos psicólog@s.

Não fazemos mágica, mas dispomos de técnicas que auxiliam aos usuários conhecer, delimitar e intervir resolvendo as questões que lhes causam sofrimento mental.

É um direito de tod@s acessar o que esta área tem pra proporcionar, afinal de contas, qual seria outra finalidade da ciência que não trabalhar para a melhoraria da vida das pessoas e de sua convivência em sociedade?

Por mais tantos outros anos não só de comemoração, mas de inovação dessa ciência; Por mais profissionais engajados na desconstrução de lógicas perversas, que ampliem o seu alcance de trabalho estendendo por todas as parcelas da sociedade; Incluir o acesso dos pobres, das mulheres, d@s negr@s, d@s lgbts e demais grupos desprovidos de visibilidade social e direitos os quais estiveram desassistidos ao longo de nosso histórico.

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