De crianças a adultos, todxs deveriam ter encantamento por professorxs!

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Na última semana comemoraram-se duas datas destinadas à personagens sociais bastantes representativos.

            Ora, quem consegue pensar numa sociedade sem crianças e sem professores?

            Nas crianças depositamos a esperança de um futuro “melhor”, expectativas de sanar as frustrações e problemas irresolutos desencadeados pela geração anterior, é um potencial de vir a ser; já os professores são como curadores, separados por categorias, com fases de participação na co-pilotagem de cada vida que toca, direta ou indiretamente, além do prazo de participação e relevância a posteriori.

            Depois dos pais, cuidadores e familiares próximos e responsáveis pelas crianças os professores são os únicos adultos fora da dinâmica familiar com autorização a participar ativamente do cotidiano. Não é à toa que há pré-requisitos que autoriza ou desautoriza essa carreira…

            Creio que professorxs são pessoas que descobriram o segredo infalível para a juventude eterna: a troca de energia, conteúdo e percepções da vida e de mundo entre diversas gerações, uma espécie de intercâmbio transgeracional. Dessa forma se renova quase instantaneamente, sem grandes investimentos, todavia com necessidade de inúmeras concessões.

            Saindo um pouco dessa visão romântica, nos deparamos com a realidade na qual sai as emoções, dando espaço à racionalidade…aqui é possível nos deparar com o que há de mais notável: a perda do prestígio social, do reconhecimento quanto a sua contribuição para a construção social, da “autoridade” atribuída à figura dx professor(a), do sucateamento da educação refletida em más condições de trabalho e ou remuneração.

            Há décadas atrás Paulo Freire e outrxs educadorxs lutaram e promoveram a abertura do acesso à educação, por entenderem que era o canal mais eficiente e possível para transformação social.

Todavia temos visto nos últimos meses um retrocesso, áreas da sociedade sofrendo perdas. Muitos discursos sagazes e dissimulados, os quais forjam se importar com a infância, mas protagonizam um desmanche de setores responsáveis por assegurar garantias de direitos além do desenvolvimento social contínuo.

Xs educadorxs que se propuseram a desempenhar tal ofício e sequer entenderam e ou entendem o poder que possui nas mãos, cabe relembrar a responsabilidade que cada um(a) de vocês possuem para somatória de êxito ou fracasso dessa nação, pois o fator invariável entre todas as pessoas numa sociedade deveria ser o acesso à escola, mediado por um(a) professor(a), e assim nesse meio tempo ser trabalhada questões de desconstrução de hierarquia socioeconômica, pois até aqui todxs temos perdido, e em especial xs profissionais da educação pois não conseguem mexer meio centímetro das engrenagens desse sistema perverso, sobretudo a seu favor.

Há algumas semanas soube de um discurso de um governante falando sobre a inutilidade de homenagens pós morte, e me ocorreu que pode ser que esteja vindo por aí mais um despropósito. Pois entendemos que homenagear pessoas, inclusive personalidades que atuam em prol de uma coletividade, com honrarias de reconhecimento após o falecimento é uma forma de imortalizar seu legado, acima de qualquer divergência, vaidade e ou polarização político ideológica, pois do contrário quem seria homenageadx e sob quais critérios?

“Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor assim jamais morre”.     Rubem Alves

2 COMENTÁRIOS

  1. Vocês estão com algum problema de digitação? Contratem alguem que tenha competência na língua portuguesa. ” Outrx, xs, professx,dx”, não existe no língua portuguesa.
    Então, se vocês querem ser um meio de comunicação sério, por favor aprendam a escrever.

    • Boa noite, ex-leitor. Segue resposta da nossa Colunista Andréa Maria, autora do texto.

      Caro ex-leitor,

      Como cidadã que entende e concebe a diversidade me sinto no direito e obrigação de contemplar a diversidade, não privilegiar nem masculino nem feminino. Obrigada pela crítica, o que me sinaliza a necessidade de tecer um texto sobre a necessidade de uma transformação ortográfica.

      Agradeço a atenção e dedicação ao dispender seu tempo para ler e, mais que isso, a tamanha preocupação com a mobilização gerada ao suspeitar de possíveis equívocos e ou erros encontrados na extensão do texto.

      Folgo ao saber que não tenho cometido erros gramaticais. rs

      Na oportunidade o convido a acompanhar os outros artigos existentes nessa mesma coluna, também aguardo sugestão de temas de seu interesse/curiosidade, pois a comunicação só pode existir se houver interlocutores.

      Abração e ótimo final de semana

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