Não é o ano que tem que ser diferente, é você!

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Cresci ouvindo que o ano novo não será nada além do que a extensão do ano que o antecedeu, então cabe a cada pessoa, arar, semear e regar antecipadamente de modo a tornar possível colher os frutos.

Todos concordamos em uma constatação: 2017 não foi nada leve, tranquilo ou favorável!

Apesar de termos tido o presságio que seria difícil, dado os desfechos observados em 2016.

As retrospectivas servem para refletirmos sobre outras possibilidades de fazermos escolhas ou efetivarmos planos, como teria sido caso fizéssemos de outra maneira e o com o que teríamos que arcar. Os famosos improvisos, na tentativa de burlar os imprevistos.

Viver é correr riscos. Por isso por mais que tenhamos inúmeras estratégias, nada garante que serão suficientes, ou que as usaremos e mais, se serão sob medida para lançarmos mão diante das adversidades as quais se apresentarem em nosso caminho.

Assistimos, mas não passivamente, ao descortinar de inúmeras polêmicas as quais alteraram nosso corpo, mobilizando-o em direção a respostas desconhecidas e só possibilitadas a partir do viés da dialogicidade. Com isso foi possível concluir, lugar de consumir fast food é em shoppings, e não são nada baratos!

Pautas até então soterradas emergiram com total força e adesão, por parte de uma parcela significativa da população, que mesmo não tendo ‘maturidade’ cronológica e experiencial, ao serem submetidxs às circunstâncias com necessidade de agilidade na resposta fluiu.

E o que falar do entendimento acerca do que é REPRESENTATIVIDADE nas questões sobre GÊNERO, ETNIA, BIOTIPO e questões correlatas?

Do lugar de fala que a massa desprivilegiada ocupou, possibilitado pelo acesso à internet, formando opinião via redes sociais, com denúncias na modalidade de vídeos nos canais alternativos, artes como metodologia para favorecer a luta por resistência.

Aumento da visibilidade aos crimes como feminicídio, e outros motivados por lgbtfobia, ataque a liberdade de expressão; retaliação no campo da ciência através de cortes nos investimentos para pesquisas que incrementariam na vida da sociedade em geral; Supressão de discussões relevantes às mulheres decorrente de uma onda conservadora; Racismo, com a condenação de Rafael Braga; racismo com o silêncio do mundo em relação ao desastre na Somália e venda de africanos na Líbia; e mais racismo com os ataques de Taís Araújo e a declaração do jornalista Waac.

Parece uma frase clichê, mas é em tempos de crise essa nação brasileira atualiza o modus operandi se reinventando. Grupos separados entendem que a exclusão se dá pelo mesmo fenômeno: manutenção da HEGEMONIA da classe dominante.

Aprendemos algumas boas lições, dentre elas: que a intolerância é fruto da falta de comunhão e relacionamento íntimo com sua fé, pois ter a religião que for não te dá o direito de vomitar prepotência, se oferecendo como régua para parâmetro de medir o mundo e as pessoas com as quais você se relaciona diariamente.

E sobre o sistema político partidário brasileiro, aprendemos amargamente sobre os pilares da democracia, ruindo as organizações e confundindo as noções de direita e esquerda, pois cada uma desses comunga de ideologia includente ou excludente, e os membros de ambos pólos podem se portar como algozes.

Desejarmos um ano, um mundo ou relações interpessoais diferentes, suscita uma postura distinta do que vemos fazendo ao longo de nossas vidas.

O ano que se iniciará na próxima semana é um ano de muitas expectativas, pois é esperada a copa do mundo, com um gostinho de revanche; e que isso se estenda a outros campos, como por exemplo, as eleições presidenciais, dar um basta aos saqueamentos e desmandos que estamos assistindo, pelo grupo de políticos que tomaram de assalto esse país, e está desmanchando conquistas sociais importantíssimas para o mínimo equilíbrio e bem estar na convivência social.

Desejo a todxs, um ano cheio de respeito, paz, tolerância, amor, reequilíbrio, inovação, e tudo que merecermos. Pois a semeadura é opcional, mas a colheita obrigatória. Até 2018!

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