Que RAIO de empoderamento feminino é esse?

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Não é novidade para quem me conhece minha posição ideológica, de militância feminista e ativista pró minorias e isso foi bem antes da crescente onda e adesão das pautas por diversas gerações, estopim que tem causado frisson e discussões nos campos real e virtual.

Diante do cenário no qual somos bombardeadxs por notícias diárias de feminicídio[1], o aumento de denúncias sobre agressões contra mulheres no âmbito do lar, o combate e enfrentamento das violências, processos respaldados pela criação de uma legislação complementar direcionada ao gênero feminino e as necessidades observadas historicamente, proveniente da cultura que perpetua o machismo.

A massificação de informações acerca de uma mudança no status quo desmitificando lógicas perversas acerca de padrões estéticos e sexuais, romantismo, ciúmes como fator de extremo risco à saúde física e mental do casal, alertas quanto a existência e ou imersão em relacionamentos abusivos, além dos danos causados por esses fatores e etc.

Já foi o tempo no qual nós mulheres tínhamos um repertório bastante limitado, incentivado pela leitura de revistas clichês que só tratava de temas superficiais, como busca pela outra metade da laranja, o casamento perfeito, como criar filhos disciplinados, como manter o corpo em forma, além de decoração e a tão cobrada competência na cozinha…

Quem dentre vocês não se recorda da capa de uma famosa revista de circulação nacional publicou um editorial com o intuito de retomar essa imagem caricatural das mulheres de outrora, com o título: Bela, recatada e do lar?

Ora, foi a partir da revolução industrial e a fatídica queima de sutiãs como ato político que resultou na morte das operárias que reivindicavam por melhores condições de trabalho e salário (nesse caso me refiro apenas às mulheres brancas, porque as negras já trabalhavam desde muito antes e até hoje lutam por condições mínimas de dignidade) – origem do 8 de Março – que nós mulheres conseguimos ocupar o espaço público, saindo de casa para opinar em assuntos de interesse coletivo, para uma revistinha tentar nos convencer do contrário…também pudera, o contexto daquela época coincidia com uma presidenta que foi deposta por não compactuar com os desmandos que estavam ocorrendo por trás dos bastidores no Planalto Central. Tiraram-na e entregaram a direção do país para seu vice: Macho, Burguês, Branco e com a difícil tarefa de salvar a pátria, estamos assistindo a derrocada na qual TODXS saímos perdendo.

Certa feita ouvi um ditado que não saiu, nem saírá de minha cabeça: As mulheres são como os rios, crescem quando se encontram!

Estamos pondo por terra a falácia que fizeram por séculos que acreditássemos, uma mulher não é, nunca foi e nunca será a desgraça da outra, pois todas nós sofremos por questões similares, por isso temos mais em comum do que a TPM, as desventuras amorosas, a decisão por ter ou não filhos e a criação destes. A luta por vencer na vida tendo desvantagens no acesso e as justificativas para nossa retirada dos processos seletivos em profissões melhores remuneradas; a falta de estímulo para sermos as donas dos nossos narizes; pilotar aviões e até foguetes espaciais; ter protagonismo na economia, política, ciência e religião.

O feminismo é a ideia RADICAL de que mulheres e homens possuem capacidade de estar, fazer e ocupar os mesmos espaços com igual competência e destaque, se até agora você não sabia disso a partir de agora dissemine essa informação, porque pode salvar muitas vidas.

Você aceita uma palavra de feminismo?

Já tomou sua dose de feminismo hoje?

O Feminismo pode te ajudar, pergunte-me como!

[1] Homicídio de mulheres pela condição de serem mulheres, onde os criminosos geralmente são os companheiros ou homens que se autorizam a tal despautério por sentirem no direito sobre a propriedade.

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