Liberdade, fraternidade e…HUMANIDADE!

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Tenho refletido e, creio que não seja um movimento só individual, sobre os fatores que nos tornam humanos. Sim, caro leitor, pode ser óbvio quanto as características responsáveis por nos categorizar como animais racionais, mas nas últimas décadas temos caminhado rumo a tão sonhada evolução da espécie, todavia deixando pra trás elementos inegociáveis.

Intencionalmente substituí o item igualdade lema proposto pela Revolução Francesa (1789), episódio responsável pelo declínio do Estado Monarquista Absoluto e marco da proposição dos direitos civis.

            Justamente duzentos e vinte oito anos depois ainda estamos perseguindo incansavelmente esses ideais, e sem grande êxito. Por que afirmo isso?

            Juro que não vou te cansar, om um texto enfadonho, cheio de informações desnecessárias.

            Você tem assistido aos noticiários? Caso sua resposta seja não, você participa de redes sociais? Pois nelas também se tem veiculado as notícias que desejo me ater, para respaldar minha presunçosa afirmação.

            A humanidade não é uma qualidade gozada por todos indivíduos de igual modo. Como assim? Não pense que foi fácil chegar a essa (in)conclusão, mas confesso ter gerado alívio diante de minhas muitas inquietações.

            Ora, revisitando a história do homo sapiens é possível constatar sua separação em grupos, posteriormente dominação de uns sobre outros pelas explicações mais torpes, tratamentos desiguais quando não punitivos, justificados pela concepção equivocada de interpretar a divergência como maldição e dessa forma impedir que se espalhe.

            Quantas vezes você já viu ou foi mal tratad@ por alguém sem qualquer motivo conhecido ou exposto? Causou mal estar? Mas você já esteve ocupando o lugar de quem maltrata? Por favor seja franc@ consigo mesm@, qual foi a sensação?

Tenho pistas: enquanto que de um lado o mal tratado sente impotente, o algoz sente-se poderoso.

            Nessa equação dá para mensurar a humanidade? Quem tem mais e quem tem menos?

            Muitas vezes há uma confusão quanto ao termo humanidade, algumas pessoas atribuem o status de sobre human@s (pois não concebem o cometimento de erros pelos que estão ao seu redor), enquanto outr@s entendem que a humanidade é atribuída pelo exercício da empatia – capacidade de imaginativamente experimentar o lugar do@ outr@.

            A contemporaneidade tem repetido passagens históricas, das quais não podemos nos orgulhar: a disseminação de ideias radicais por grupos extremistas, forjando discursos em nome da família, moral e bons costumes, contrapondo o exercício de individualidade. As identidades que abarquem a diversidade têm sofrido ataques incessantes, de modo a não serem manifestadas causando “desarmonia” no funcionamento da sociedade ocidental, e em nome disso vale até a tentativa de extingui-las, os crescentes números da violência sofrida diariamente por esses indivíduos só confirmam essa afirmação.

            Chegamos até a lua e sequer conseguimos sustentar um fio de paz, queremos empurrar para as próximas gerações a responsabilidade do aqui e agora, cremos mesmo na possibilidade de sermos o melhor exemplo a ser seguido? Porque a geração futura tem aprendido e internalizado valores da geração anterior, quando e como será possível a mudança desse paradigma?

Segue um trecho de uma canção instigante de Arnaldo Antunes:

“O mundo está bem melhor do que há cem anos atrás, dizem
Morre muito menos gente
As pessoas vivem mais

Ainda temos muita guerra mas todo mundo quer paz, dizem
Tantos passos adiante
E apenas alguns atrás…”

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