Mané Garrincha – Alegria do povo 35 anos

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Dia 20 de Janeiro de 1983, há exatos 35 anos, o Brasil perdia um dos maiores gênios e talvez o mais amado jogador da História do nosso futebol, Mané Garrincha. O anjo das pernas tortas, alegria do povo, foram tantos apelidos carinhosos. Na Copa de 1958, na primeira conquista do futebol brasileiro, ele foi importante para a seleção, embora tivesse entrado somente no terceiro jogo contra a União Soviética.

Mas foi na Copa de 1962, no Chile, que o camisa 7 da seleção se consagrou. Fez gols de todo jeito. Na conquista do bicampeonato mundial, Garrincha jogou por ele e por Pelé, foi aclamado rei. A manchete do jornal chileno El Mercúrio estampava a seguinte pergunta De que planeta viene Garrincha? Na semifinal contra o Chile, cansado de apanhar do lateral chileno Rojas, Garrincha levantou-se do chão e foi pra cima do seu marcador, que ficou assustado com a reação do brasileiro e tentou fugir, Garrincha acertou um chute no traseiro do chileno e foi expulso. Era a primeira e única vez que saia de campo dessa forma.

O Brasil estava na final, jogaria contra a forte equipe da Tcheco-Eslováquia. Os dirigentes estavam apreensivos, a torcida temerosa, mas nos bastidores Mané foi perdoado pelo tribunal da FIFA e poderia jogar a partida final. A seleção brasileira venceu a final por 3×1, Garrincha jogou com 39 graus de febre. Mané não fez gol na final, mas participou de 70% dos gols da seleção brasileira e terminou a copa do mundo como um dos seus artilheiros.

Garrincha era tão apaixonado pelo seu clube, Botafogo do Rio de Janeiro, que muitas vezes aceitou tomar infiltrações e adiar a operação do joelho, que o afastou dos campos em 1964. Jogava mesmo com dores. No fim da carreira foi vendido para o Corinthians, sem seu consentimento. Ao ouvir a noticia que não era mais jogador do clube carioca, Garrincha não se conteve e chorou muito. A partir daí, o que se viu foi o fim dramático da Alegria do Povo. Mané disputou 60 partidas pela seleção, marcou 17 gols, fez maravilhosos dribles.

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