Vida real x vida virtual

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Acompanhando o “BOOM” nas diversas formas de disseminar informações em frações de segundos e alcançar um número imensurável de pessoas, em regiões, culturas e idiomas bem distintos, advento da globalização muito discutido pela geopolítica cabe algumas provocações…

O que é real? O que é virtual? São antagonistas ou complementares? Se anulam ou se retroalimentam?

Ok! Vamos por parte. Até o ano de 2000 o acesso à internet era bastante restrito e dentre os fatores estava o custo dos equipamentos tecnológicos, o alto preço pela tarifa e a baixa qualidade do sinal, que para os usuários da época era um grande feito dada a amplitude de horizonte e acesso a inúmeros conteúdos ao alcance apenas de um click. Sim caros leitores, a era digital refere-se ao que envolve praticidade e menos gasto motor, por isso só mãos – aliás dedos!

E assim, avanços sobre avanços dada o tempo de validade sobre cada nova informação e ou conhecimento obtido a cada estudo e ou experimentação, remonta a efemeridade contida no potencial de descarte quanto às descobertas, as quais podem deixar de atender necessidades mutáveis a cada milímetro de segundo.

Temos sido levados a descobrir mais sobre o universo externo do que sobre nosso próprio universo corporal, emoções, sensações e pensamentos, além de como incidem em nossa percepção quanto ao nosso bem ou mal estar.

O termo VIRTUAL é definido pelo dicionário Aurélio Buarque como restrito a esfera imaginária, ilusória, ideal – e por isso está restrito ao campo da fantasia, do cobiçado, do desejo faltante. Enquanto o REAL diz respeito ao concreto, legítimo, verdadeiro, factual – não há controle sobre, se dá por via involuntária.

Na contemporaneidade vivemos uma exposição por vezes equilibrada, por vezes excessivas para acompanhar o fluxo da maneira como os demais membros dos grupos aos quais integramos. Gradativamente vamos criando uma atmosfera de só bem-estar, felicidade, amor…isso não quando assumimos o outro extremo, que é de intolerância e comportamento hostis com posicionamentos divergentes , os ditos manifestantes online que aproveitam o ‘anonimato’ e a sensação de impunidade pra cometerem crimes, pois é, há uma legislação exclusiva para o ambiente virtual meus caros.

E o que falar sobre a perda da compostura? E eu não estou aqui me referindo aos tão comentados nudes, me refiro a massiva tentativa de forçar desabafos, indiretas, furo de notícia sem fonte confiável ou até exposição de eventos como casamentos, formaturas e ou aniversário sem o pedido de autorização prévio. Bobagem né? Segundo a etiqueta NÃO!

Duas coisas tem sido terríveis: o excessivo número de imagens, e diga-se de passagem de baixa ou sequer sem qualidade, pois as pessoas não fazem com as imagens o que fazem com os textos: REVISÃO ou CHECAGEM quanto a mensagem que desejam de fato transmitir – e como o velho dito popular que uma imagem vale por mil palavras, temos vivido tempos tenebrosos de perda do domínio das regras do português padrão, ou melhor, a nossa escrita. E as tais lives? As pessoas que vão aos shows querem transmitir na íntegra…isso é bem complicado, não passam pela cabeça delas que as pessoas têm o livre-arbítrio e podem ter optado em apenas não irem e por isso também não queiram ver? E nem me venha com essa que a timeline é minha, porque só expomos o que desejamos que de alguma forma seja visto, vire pauta de discussão, tema de diálogos ou desperte algum interesse nas pessoas.
Ver e ou fazer ser visto pode carregar uma repercussão positiva ou negativa dependendo do mecanismo e característica despertada pelo ponto de vista privilegiado.

Por isso é bom despertar não só o senso crítico, como a autocrítica: a imagem que mostro nas redes sociais é a que me traduz como pessoa real com algumas gotículas de virtualidade ou pessoa virtual com devaneios de realidade?

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