Maia espera avançar nesta semana na formação de base para aprovar Previdência

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (4) que, até a próxima quinta-feira (7), espera avançar na organização da base de parlamentares para aprovar a reforma da Previdência. Maia encerrou, nesta segunda-feira, na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), seminário sobre reformas estruturais e reconheceu que o governo ainda está longe da aprovação da reforma da Previdência.

Ele ressaltou, porém, que, nas duas últimas reuniões de que participou, os presidentes dos partidos assumiram que vão trabalhar para isso durante a semana. “A gente continua longe do ponto de vista do número de votos, mas desta vez com cada partido trabalhando de forma organizada, o que é importante. A gente estava longe dos votos e sem organização. Acho que agora, os principais partidos da base vão trabalhar, e o governo também vai mapear aqueles deputados que estão em partidos hoje que não estão na oposição mas também não estão na base mas que podem ajudar na votação da matéria.”

Maia não confirmou se a votação poderá começar na próxima semana e disse que prefere esperar até quinta-feira para ver que condições haverá nessa direção. Ele garantiu que o PSDB não vai atrapalhar a votação: “o PSDB vai votar, o PSDB vai ajudar”.

Segundo o presidente da Câmara, a participação do governo federal no processo é decisiva para a aprovação da reforma. “Não tem reforma da Previdência que se faça sem o compromisso claro do governo”. Para Rodrigo Maia, o governo está participativo e ativo e vai ajudar muito na votação.

De acordo com Maia, a base deverá ser composta por 330 deputados, o que não significa que a reforma terá todos os votos a favor. Ele deixou claro, contudo, que não trabalha com números. “Em uma reforma como a da Previdência, o número não é o mais importante. O mais importante é se o presidente do partido, os líderes estão empenhados – acredito que todos estejam – e se o governo efetivamente vai participar de forma clara nesse processo. E está participando”.

Todas as variáveis possíveis estão colocadas, enfatizou o presidente da Câmara. O trabalho agora é fazer o convencimento dos parlamentares em um tempo curto. “O prazo é que nos atrapalha”, afirmou.

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